terça-feira, 19 de abril de 2011

Didara por Goya Lopes...

Quer saber? Gostei, amei, gameiiiiiiiiiiiii. 
Sabe aquela sensação de leveza, alegria, energias positivas? Foi essa a primeira sensação que tive eu ver a coleção da Didara. Pinturas dos antigos liames, materiais diferentes associados às texturas dos pigmentos, pano da costa trazidos pelos africanos.
No release da coleção que traz o tema "Pano da Costa Veste Parangolé", fala que através do corpo a estampa e a roupa se faz, trazendo os costumes encontrado nos rituais africanos, dispensando o enquadramento. Enquadramento este rejeitado pelos visionários, questionadores e propositores de novas formas de vestir, de viver de se reconstruir.














A vida se reconstrói se desenquadra no corpo de quem veste, no corpo de quem se apropria. Tiras se aprisionam, esquecem suas individualidades originais para se refundirem em estruturas e formas que compõem novos “transobjetos”. Não seriam as roupas “transobjetos” que transmutam a cada movimento? Através do corpo se faz a obra, a pessoa se comunica, se camufla como camaleões cambaleantes.
A pintura sai do espaço para compor uma representação única. Se por um lado os africanos individualizam e traduzem seus valores através do pano da costa, Helio Oiticica libera essa individualidade.
Com isso a designer Goya Lopes se apropria desses elementos e compõe elementos pós neo-concretos, trabalha a linha, a superfície e a cor em parangolés. Já afirmava Theo Doesburg “ Nada é mais real do que uma linha, uma cor, uma superfície”. Dentro dessa lógica Pano da Costa Veste Parangolé se apresenta.
























Fontes DFB
Fotos divulgação.

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